As notícias consultadas em suporte digital são actualmente mais populares que a leitura de jornais em papel nos Estados Unidos, de acordo com a mais recente sondagem levada a cabo pelo Pew Research Center. Depois dos noticiários televisivos locais e nacionais, as notícias online classificam-se no terceiro posto.

Sessenta e um por cento dos leitores inquiridos pelo Pew Research Center indicaram que, numa base diária, procuram as notícias online. Setenta e oito por cento preferem ver as notícias nos canais de televisão locais e 71 por cento em televisões nacionais como a NBC ou então em canais por cabo como a CNN e a Fox News.Os leitores regulares de jornais em papel – locais ou nacionais – caíram para 50 por cento, indica o estudo. Os jornais nos dois lados do Atlântico estão a atravessar uma grave crise financeira, à medida que as receitas publicitárias vão diminuindo e à medida que a grande maioria dos leitores migra para a Internet.

As empresas de media têm sentido fortes dificuldades financeiras, fazendo com que muitas empresas de media ponderem começar a cobrar pelas suas notícias online. O próprio “New York Times” anunciou que irá começar em 2011 a cobrar pelos seus conteúdos.

A mesma sondagem mostra que agregadores noticiosos como o Google News e a AOL são massivamente usados pelos utilizadores em busca de notícias, a par com os sites da CNN e da BBC

“A busca de notícias está a transformar-se numa actividade sem hora específica, sem sítio específico e sem suporte específico para todos aqueles que se querem manter informados”, frisa o estudo.

Mais de 90 por cento dos inquiridos cento usa mais do que uma plataforma de acesso às notícias, e 57 por cento consulta entre dois e cinco sites enquanto pesquisa por notícias, indica ainda o mesmo estudo.

“Os americanos não têm um site favorito, mas também não acedem a sites aleatoriamente. A maior parte dos consumidores de notícias online consulta sempre o mesmo punhado de sites”, indicou Amy Mitchell, vice-directora do Projecto para a Excelência em Jornalismo do Pew Research Center.

Fonte: Público.pt