A liderança na inovação está a tornar-se cada vez mais importante, com 43% dos inquiridos a afirmarem que contam com um executivo de inovação formalmente responsável, em comparação com apenas 33% do ano anterior, de acordo com o estudo da Capgemini Consulting e da IESE Business School.

Esta subida sugere que o impulso da inovação está a tornar-se uma prioridade para as empresas a nível global. No entanto, a maioria das empresas (58%) ainda não tem uma estratégia de inovação, encontrando-se na categoria de “antiquadas na inovação” (38%) e apenas 7% na categoria de “líderes na inovação”.

O estudo, que envolveu 260 executivos de inovação a nível mundial, sugere que apesar de a inovação representar uma área funcional em ascensão no seio das organizações, apenas 30% dos inquiridos consideraram ter uma estrutura eficaz para o impulso da inovação e menos de um quarto (24%) acredita que os esforços de inovação na sua organização estão alinhados de forma eficaz. Isto deve-se sobretudo à ausência de uma estrutura organizacional formal para a inovação (45%), de uma estrutura de administração bem definida (45%), ou de funções e responsabilidades claras (40%). Por último, 39% dos inquiridos referiram ainda a falta de um processo de tomada de decisão eficaz para a inovação, sobretudo devido à ausência de um processo bem definido que priorize e que defina o tempo e o financiamento atribuídos a projetos nessa área.

Falta envolvimento dos colaboradores na inovação

O estudo revela ainda que a estratégia de inovação continua a ser, na sua maioria, impulsionada de cima para baixo. Apenas 11% dos inquiridos envolvem explicitamente os colaboradores no processo de desenvolvimento da estratégia de inovação. Pelo contrário, a maioria dos inquiridos (30%) indicou que a inovação é impulsionada através de uma combinação de gestão sénior, de chefes de unidades de negócio e de especialistas internos em inovação, sendo o CEO considerado a fonte mais importante de uma cultura de inovação (69%).

“O estudo revela uma ausência preocupante de envolvimento dos colaboradores não-séniores no processo de inovação na maioria das empresas”, afirmou Paddy Miller, Professor of Managing People in Organizations, IESE Business School. “Porém, é vital captar todas essas visões individuais, tanto de gestores como de colaboradores, de forma a incorporar um melhor entendimento do ambiente externo no desenvolvimento de qualquer estratégia de inovação”.

O estudo também identifica a ausência de uma estratégia de inovação clara e bem articulada como sendo o maior obstáculo para uma organização alcançar os seus objetivos de inovação (24%), seguido da falta de compreensão do ambiente externo (13%).

A criação de um gabinete de inovação centralizado, aliada a uma governação cuidadosa que equilibra, alinha e facilita objetivos a curto e a longo prazo, irá ajudar as grandes organizações a focarem e a simplificarem os seus esforços em matéria de inovação.