Inboundware faz 2 anos, com muitas experiências e aprendizagem

 In Comunicação, Tecnologia

Depois de 15 anos a trabalhar em empresas, passei pela experiência de ser trabalhadora independente antes de fundar a minha própria empresa, a Inboundware, que faz agora dois anos. Em termos de equipa, adotamos o trabalho remoto e tem corrido bem.

Em Portugal ainda se fala pouco disso, porque segundo a mentalidade vigente, se os colaboradores não estiverem todos debaixo do mesmo tecto não estão a trabalhar. Ainda há muitas ideias feitas sobre as pessoas que adotam este estilo de vida, mas é preciso desmistificar o conceito de trabalho remoto. Começo por apontar algumas vantagens e desafios neste artigo.

 

1. Menos stress em deslocações

Antes de abrir a Inboundware, uma agência de marketing digital com foco nos conteúdos que funciona em trabalho remoto, pelo menos duas horas por dia da minha vida eram passadas a conduzir quase sempre em pára-arranca. A acumulação de stress afetou-me a saúde em vários aspetos. Confesso que a condução não é das coisas que faço com mais gosto. Agora passo a vida entre Lisboa, quando vou visitar clientes e Aljezur, onde moro numa vivenda com quintal, cão e gato. Tenho um escritório em casa, onde estou rodeada de toda a tecnologia e livros de que preciso mas também de calma para pensar. Todos os dias comunico com a equipa com que trabalho via Skype. Agora desloco-me só quando preciso e não obrigatoriamente todos os dias.

 

2. Usar as novas tecnologias para comunicar

A tecnologia evoluiu tanto nos últimos anos que já não há desculpa. Uns bons auscultadores com microfone têm um preço acessível e quase todos os portáteis vêm equipados com uma câmara para fazer videochamadas. Além disso, estas ferramentas permitem partilhar ecrã e outras funcionalidades ótimas para explicar melhor a sua ideia. Com o aumento da emigração as famílias estão cada vez mais a usar o Skype para se manterem em contacto. O que impede essas mesmas pessoas de usar essas ferramentas no contexto profissional?

 

3. Otimizar a organização do tempo

Quando se trabalha remotamente, a gestão do tempo é fundamental para obter resultados e serem eles a falar por nós. Existem imensas aplicações que permitem o acesso simultâneo por desktop ou por smartphone que nos ajudam a trabalhar melhor: na gestão de projetos, CRM, listas de tarefas, calendários, etc. A Cloud permite-nos utilizar serviços bastante sofisticados a preços acessíveis. Basta definir as suas necessidades e prioridades e estudar as soluções que melhor se aplicam ao seu caso.

 

4. Ter disciplina

Manter um horário definido (nem a menos nem a mais) e uma postura de profissionalismo é importantíssimo. É como aquele dito: à mulher de César não basta ser honesta. Tem de parecê-lo. Esqueça a ideia de trabalhar em casa de pijama ou de fato-de-treino. Não resulta. Roupa confortável, sim, desleixo não. Como vou todos os dias levar a minha filha à creche, ela representa a garantia de que saio de casa pronta para começar mais um dia de trabalho. Comigo não funciona trabalhar com os filhos ao lado, talvez por ela ser ainda muito pequena. Depois de a deitar, lanço-me no segundo turno de trabalho do dia, onde procuro organizar as tarefas do dia seguinte.

 

5. Organizar encontros com a equipa

Há alturas em que apetece voltar a trabalhar num escritório porque o lado humano é muito importante. Consegue-se trabalhar bem em equipa em trabalho remoto, mas sabe bem aquela pausa para café com os colegas… Podemos sempre organizar encontros da empresa, para estimular o espírito de equipa e pôr a conversa em dia.

A conjuntura atual está a levar os negócios a seguirem este caminho. Se calhar é um regresso às origens, quando o senhor da mercearia da aldeia morava no piso de cima ou na casa ao lado. Exemplo desta nova forma de trabalhar é o aparecimento de imensos espaços de coworking. Se não tem condições para trabalhar em casa, talvez um destes espaços seja uma boa opção, mais acessível do que alugar um escritório.

O trabalho remoto representa um estilo de vida, mais do que um local de trabalho. No final, o que interessa é a qualidade do serviço prestado ao cliente e o crescimento sustentado da empresa.

 

Raquel Melo, CEO

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