Facebook é cada vez mais usado para consumir notícias

 In Notícias

A maioria dos órgãos de comunicação social portugueses está no Facebook mas será que todos sabem rentabilizar as vantagens da rede social? O jornalista António Granado acredita que os media estão no caminho certo mas ainda há muito trabalho a fazer em relação a outros países. O Facebook não serve só para socializar no mundo virtual, o site é também utilizado como um agregador de notícias. Basta para isso que utilizador goste das páginas dos jornais, rádios ou televisões para receber no seu perfil notícias seleccionadas pelos sites que escolhe.

“É nítido que as pessoas já começam a consumir notícias através das redes sociais”, nota António Granado, realçando que “sendo o Facebook um dos sites mais consultados, é vantajoso para os media utilizarem-no”.

Além de ser possível saber o número de utilizadores que consultam as notícias no site, sabe-se ainda as características desta audiência. O engenheiro informático Vítor Magalhães considera que esta é umas das principais vantagens. “É possível ter acesso directo às audiências”, diz.

Jornalista deve ter cuidado com a utilização do Facebook

A rede social da moda também está a levantar questões éticas no próprio jornalismo. Um profissional que tenha um perfil no Facebook deve respeitar algumas regras, defende António Granado.

“O jornalista tem um papel social muito importante”, defende o professor de jornalismo da Universidade Nova de Lisboa. “Não devo fazer nada nas redes sociais e na internet que possa prejudicar a minha imagem enquanto jornalista”, sustenta António Granado.

O autor do blogue Ponto Media recordou ao SAPO a política que a RTP adoptou, através das ideias de José Alberto Carvalho, sobre a utilização da internet pelos jornalistas. “É do mais elementar bom senso”, aponta António Granado.

Papel do gestor de redes sociais

Para que o meio de comunicação consiga utilizar em pleno o Facebook e outras redes sociais precisa de uma equipa especializada para tal, acredita António Granado, dando como exemplo o jornal PÚBLICO que conta com um editor de comunidades.

“Ter alguém que se responsabilize pela gestão das redes sociais é fundamental”, diz o jornalista, realçando que “é preciso conhecer as redes sociais para utilizá-las”.

A actividade deste editor passa por “escolher” as notícias mais relevantes que devem ser divulgadas no Facebook. Uma vez que “as redes sociais não são um sítio para despejar toda a informação”, sentencia António Granado.

O antigo editor do PÚBLICO online lamenta, contudo, que as empresas de media em Portugal ainda não se tenham mentalizado que é preciso mais profissionais para trabalharem nos sites e na própria gestão de redes sociais. “Em outros países há cinco ou seis pessoas a fazer este trabalho”, exemplificou o jornalista.

Fonte: Por Alice Barcelos, Sapo.pt

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