Aumentos salariais diminuem nas Tecnologias de Informação em 2012

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A análise «Total Compensation TI’s» da consultora Mercer envolveu 47 empresas do sector da Tecnologia presentes no mercado português e revela que 28% das empresas do sector congelou os salários em toda a estrutura e que os incrementos salariais serão mais baixos face ao ano de 2011. De acordo com o comunicado, a amostra é representativa do sector das TI, constituída por empresas multinacionais (38%) e empresas nacionais privadas (62%).

Numa altura em que se fala de uma subida da taxa de desemprego para os 14%, as expectativas nas TI apontam para incrementos salariais médios em 2012 entre 0,92% e 1,29%, com menores aumentos para os Directores gerais e administradores e maiores para os administrativos e comerciais, de acordo com o estudo da Mercer.

O estudo relaciona todos os aspectos de uma política de remuneração das empresas, através de uma abordagem global à de Remuneração Total. “Os benefícios são cada vez mais entendidos pelas empresas como uma componente diferenciadora do pacote de compensação total. Por esta razão, as politicas de remuneração e de carreira carecem de uma maior coordenação com os programas de benéficos, a fim de responderem melhor à diversidade de perfis de funcionários e à especificidade do negócio”, refere Tiago Borges, Senior Associate da Mercer.

Tiago Borges reforça que “as politicas de remuneração de uma empresa devem fazer parte do marketing interno, como ferramentas estratégica na gestão dos recursos humanos. Tratar o colaborador como um cliente é essencial e uma das melhores formas de aumentar o reconhecimento dos funcionários face ao investimento das empresas é a comunicação personalizada. Em Portugal, por exemplo, existem empresas que dão aos funcionários a possibilidade de escolher entre vários planos de saúde, quanto ao capital em caso de seguro de vida e outras permitem ainda que o colaborador seleccione o plano de pensões de acordo com o seu perfil de risco e de rentabilidade.”

Diz o estudo que os aumentos são decididos segundo a política de cada empresa, sendo os fatores mais importantes os resultados individuais do colaborador (81%), os resultados globais da empresa (70%) e pela inflação (43%), um maior número de empresas participantes no estudo elege preferencialmente o mês de Março (27%) para a realização da Revisão Salarial, seguido pelo mês de Fevereiro (22%). A antiguidade e o nível funcional ressaltam como sendo os factores menos influentes na atribuição do incremento salarial.

A maioria das organizações (52%) pretende manter o número de colaboradores em 2012, no entanto existe um número relevante de organizações (19%) que indicou a intenção de reduzir o seu quadro de pessoal durante o presente ano. Essa percentagem é no entanto inferior à apresentada no mesmo estudo de 2011 (26%).

A totalidade das empresas da amostra analisada atribuem formas de remuneração variável à totalidade ou a parte da sua estrutura. Verifica-se que a prevalência deste incentivo vai diminuindo à medida que se analisam grupos com níveis de responsabilidade inferiores e na sua maioria são entregues no final do ano.

Os principais benefícios vigentes são complementos de Subsídio de Doença: cerca de 57% das empresas participantes no estudo concedem aos seus trabalhadores um complemento de Subsídio de Doença e 97% dessas empresas ainda paga 35% do Salário Base do Colaborador.

Em 94% das empresas participantes neste estudo existe um Plano Médico, sendo que na sua maioria (54% dos benefícios concedidos) permitem uma cobertura para além do colaborador, mas também do cônjuge e filhos.

O Plano de Pensões é atribuído em 40% das empresas que colaboraram no estudo e cerca de 34% das empresas concedem dias de férias extra aos seus colaboradores. Além disso, à volta de 34% participam com uma percentagem na formação dos seus colaboradores, numa média de 66% do valor total das despesas de educação e 13% das empresas participantes atribuem subsídio escolar aos filhos dos colaboradores e cerca de 9% concede subsídios de creche.

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